O câncer de ovário é considerado o mais silencioso entre os tumores ginecológicos, e os números reforçam a urgência do tema.
Para o triênio 2026-2028, o Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima 781 mil casos novos de câncer por ano no Brasil. Excluindo o câncer de pele não melanoma, são esperados 518 mil casos novos, dos quais 50,6% ocorrerão em mulheres. Nesse cenário, o câncer de ovário responde por 8.020 casos novos estimados por ano, com taxa ajustada de 5,22 por 100 mil mulheres.
Entre os fatores de risco, os genéticos ocupam papel central. Mutações nos genes BRCA1 e BRCA2 estão diretamente associadas ao risco elevado de desenvolver câncer de ovário e de mama, e a identificação dessas alterações é fundamental para o diagnóstico precoce, o prognóstico e a definição de estratégias clínicas individualizadas.
A oncogenética permite avançar na compreensão da doença, identificando pacientes com predisposição hereditária e apoiando decisões terapêuticas mais direcionadas e eficazes. As estimativas confirmam a alta carga da doença no Brasil e reforçam a necessidade de ações integradas de prevenção, rastreamento e diagnóstico precoce.
A CITOGEM contribui com soluções que fortalecem o diagnóstico molecular em oncologia, apoiando laboratórios e serviços de genética na identificação precisa de alterações genéticas que orientam o cuidado com a paciente.